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Crítica de cinema: Vestida para Casar

Junho de 2008 • Categoria: Cinema, Colunas, Ivan Oliveira Chagas

Por Ivan Oliveira Chagas

Vestida para Casar New York, New York! Esse pequenino refrão se imortalizou em larga escala na voz de Frank Sinatra, na canção homônima a dupla repetição do nome da maior cidade do mundo, também carinhosamente batizada de big apple que, por sua vez, desde os primórdios do cinema Hollywoodiano, nos enche os olhos, sendo cada vez mais, um importantíssimo palco para as mais diversas histórias contadas através da sétima arte.

São incontáveis os filmes que já tiveram Nova Iorque como uma moldura de suas obras. Fico até envergonhado em ter que escolher alguns para exemplificar e representar essa cidade tão antagônica. Mas enfim, para não ser injusto, escolherei apenas a última fita que vi, que me agradou e que utilizava a megalópole em questão como pano de fundo para sua história.

A escolha de lugares para se passar uma trama, assim como o elenco que irá integrá-la é uma tarefa árdua para os realizadores de uma película. Ao que me parece, em Vestida para casar (27 dresses, EUA, 2007), uma comédia romântica de muito bom gosto, que acaba de ser lançada em DVD, os realizadores, incluindo aqui a mesma roteirista da excelente adaptação do best-seller O Diabo veste Prada, foram deveras felizes em suas escolhas.

Não contentes apenas em ambientarem a história em uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, eles também tiveram a feliz idéia de pinçar para o papel principal, exatamente uma das atrizes mais queridas do momento na cena hollywoodiana: Katherine Heigl, a azarada grávida do estrondoso sucesso de Judd Apatow, Ligeiramente Grávidos e vencedora do prêmio Emmy pelo papel de destaque da cirurgiã residente na série Grey´s Anatomy.

Heigl é Jane, uma moça de seus quase trinta anos, que, aos oito descobriu exatamente qual era a sua missão na Terra: ajudar noivas desde a escolha de seus vestidos, até a derradeira subida ao altar. O único problema na vida da grota é que, ela coleciona casamentos… dos outros, já que sua grade paixão, seu chefe, George nem imagina quais são as reais intenções de sua mais fiel funcionária. Tudo piora na vida de Jane, quando sua irmã mais nova resolve voltar da Europa para os Estados Unidos e acaba caindo de amores exatamente por quem? Por George.

Paralelamente à desgraça anunciada na vida de Jane, entra em ação Kevin (James Marsden, o príncipe do engraçadíssimo Encantada), um repórter que escreve para uma coluna nupcial sobre os furos dos casamentos mais badalados da cidade, e que, vendo o trabalho da “casamenteiraâ€, acaba tendo a idéia de fazer uma matéria sobre a moça, conseguindo assim, sair de vez do trabalho que ele julga fulgaz.

Não à toa, a cidade, que já não dispõe de tanto espaço físico para novas obras, parece transpor essa falta de criatividade forçada para as telas, afinal de contas, filmar uma comédia romântica, em Nova Iorque, não parece em nada, um grande risco, ou uma grande novidade, mas perante essa “problemáricaâ€, a fita assume os grandes riscos de se tornar um clichê ambulante, e graças ao carisma e charme de Heigl e marsden consegue, por diversas vezes, mostrar um lado diferente da cidade mais gostosa do mundo de se ver na tela da tevê, salvando Vestida para Casar do famigerado título “mais do mesmoâ€, ao qual as comédias românticas ficam cada dia mais expostas.

Assista o trailler

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